quarta-feira, 9 de julho de 2014

Pedro II é tudo ou nada?

  Para quem não conhece o Colégio Pedro II, foi fundado durante a época do período regencial em 1837 e é o segundo mais antigo do Brasil, que está em atividade até agora.
  Portanto,pelo colégio ter um alto reconhecimento na qualidade de ensino e altos índices de aprovação nos vestibulares,meus pais ficaram bem interessados em saber o que mais teria a oferecer. Então foi dai, que esse interesse acabou colocando minha irmã pra estudar lá e eu no ano seguinte.
  Quando entrei no Pedro II,em 2006,para mim o primeiro dia já não foi nada demais do que os amigos me diziam que as pessoas lá eram super gente boa,receptivas e adorariam me receber; Para falar verdade quando cheguei na sala,dos 40 alunos que tinham, apenas uma garota (daquelas que sempre te coloca numa furada) me cutucou,perguntou meu nome e a gente conversou mais nada para me intimidar,já saquei qual é a dela desde já, era interesseira mesmo,só para dizer que era meu amigo e me pedindo dinheiro depois. Falva com ela,no final do ano foi reprovada,se arrependeu e meteu a pé de lá. E assim meu primeiro ano no colégio foi comecando com algumas novidades e precisando focar mais nos estudos. Minha primeira turma, foi a pior de todas as que já estive durante meus 4 anos lá,tinha que levantar enquanto o professor entrava na sala,e só tinha vagabundo na grande maioria, é isso mesmo,eles eram lamentáveis,no final do ano alguns passavam e no outro reprovavam.
 Bem,como vocês vêem,só estou criticando o colégio, o que falta é dizer as vantagens, porque de desvantagens,eu ainda tenho um caminhão recheado disso,um caminhão grande daqueles de mudança.
 É certo,eu dizer que com certeza o ensino é forte e de boa qualidade,reconhecido pelo Governo Federal,tal tal e blá e blá. Mas o que faltava de maneira bem frequente era organização,nossa! Dava vontade de gritar pro SESOP,porque para um colégio que o Governo do Estado considera "De Ponta" e sofrendo por ter aula sem Ar Condicionado num calor do Saara?
Sofremos pra convencer a direção da unidade Tijuca para assinar um papel do grêmio alegando que autorizaria fazer instalação do Ar-Condicionado nas salas de aula,já estavámos pedindo desde o ano retrasado e nada foi feito,porém agora sinto me bem que a situação foi resolvida.
  Sabe,até hoje eu penso e confirmo de que eu não sinto falta de lá,mas dos poucos que lá eu pude bem conviver com uma boas amizades,matenho contato e tal. E inclui também certos professores que aprendi a gostar e compreender-los.
 Tenho muitas outras histórias mas não conseguiri escrever tudo,porém acabo por aqui,flw!

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Difícil Paciência,Grande Decisão.

  Desde que eu completei meus 18 anos de idade, vivo em grandes expectativas e nos sonhos,assim como todo adolescente normal que chega na maioridade se planeja em atingir metas como: a primeira habilitação e o carro novo ganhado pelos pais,terminar o ensino médio e passar no vestibular,trabalho,estar na balada com as amigos até altas horas da madrugada e frequentar lugares reservados.
  Para se ter uma idéia,comigo não foi bem assim não,ficava pensando no que já eu poderia fazer a partir daquela época,pois então, comecei a colocar os planos em ação. Para dar inicio no meu plano de ação, decidi que naquele ano me formaria o ensino médio,porém,como eu estava repetindo o primeiro ano,e na mesma época estava estudando no Colégio Pedro II (farei uma postagem do exclusiva) e faltava mais dois anos para me formar,e como também queria ir para missão e tirar carteira,analizei os prós e contras e assim que fosse aprovado no final do ano,decidi sair do colégio e me matriculei no supletivo e em um ano e meio já me formei.
  Segundo passo foi tirar carteira de motorista, e para isso,me matriculei na auto-escola e antes de começar minhas aulas,eu precisava ir num certo dia comparecer num lugar licenciado pelo Detran para fazer uma série de provas para testar minha atenção e raciocínio. Depois dos testes,precisava fazer uma avaliação médica para me liberar pras aulas e como eu tenho uma doença denominada "Gigantismo" localizado na perna direita,o médico me disse que até eu poderia dirigir só que com dificuldade. E então conversamos sobre as consequências e me sugeriu que eu fizesse uma cirurgia no qual,eu amputasse a perna a partir do joelho e me explicou como iria ser feito,ai pensei na sugestão e fiquei de dar uma resposta. Depois de uns dias pensei bem e cheguei a conclusão que isso realmente iria me ajudar bastante a me locomover melhor e evitar outros problemas médicos no decorrer da vida,e claro me ajudaria bastante na missão.

    
  Concordei em fazer o procedimento,e vamos em frente,continuei estudando,saindo com os amigos e fazendo os exames. Passou um ano,ainda fazendo os exames. Acabei me formando ano passado e procurei focar mais na minha preparação missionária e esperar a cirurgia. Enquanto a cirurgia não era feita, comecei a estudar os manuais e as escrituras para me aperfeiçoar na preparação missionária, métodos para ensinar oralmente e além disso,saía com os missionários com frequência para adquirir experiência em trabalho de campo,e não me arrepende de todas as vezes que a gente repetiu isso,pois me trouxe maior felicidade nos meus dias. Lembro bem quando eu era criança, meus pais sempre me falavam em fazer missão e toda as vezes que eles nos visitam lá em casa,era a maior curtição,porque além de dar altas risadas,o almoço era um banquete,com certeza era o melhor almoço da semana. Mais a decisão de ir pra missão já veio desde de pequeno,já tinha certeza que iria e até hoje não volto atrás.
   
  Portanto,o caso da cirurgia iria me atrasar um pouco pra ir a missão,mas procurei ser muito paciente e continuar a fazer o que estava fazendo,mas refleti e cheguei a conclusão: poderia até ir agora mas acabaria ter que voltar pra casa antes do tempo designado. E caso eu me machucasse,torcesse o pé,problema na coluna,com certeza me mandariam voltar,me tratar e voltar para a missão. E lógico que eu não queria voltar,quero ficar lá de uma vez.
  Acordo todo dia na esperança de pegar minhas malas,vestir meu terno,me despedir dos amigos e família e por fim partir para o aeroporto. E na realidade,já passei dias em casa á toa,andando de um canto pro outro pensando no que poderia fazer para acabar com esse sofrimento pois tá sendo muito duro isso e as vezes me sinto inútil.
  No último fim de semana,pude presenciar a ocasião de dois amigos que receberam o chamado missionário,um vai para Londres,Inglaterra e o outro vai para Lisboa,Portugal; Na hora fiquei muito feliz por eles,mas depois me senti exatamente como se estivessem no lugar deles,pensei na reação da minha família,nos lugares que imaginava ir e na minha despedida e na coisa toda.
  Agora eu aprendi exercer a paciência,sei que estou passando por um momento difícil na minha vida,onde estou sendo provado com diversas coisas. Entretanto, já passou pela minha cabeça, se esse sofrimento poderia ser poupado se eu desistisse da missão,sei que estou caminho num caminho nada fácil mas estou no trajeto certo,sei que para vencer o desafio preciso resistir,honrar e continuar a história.